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Duarte Coelho, Governador de Pernambuco

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Duarte Coelho nasceu em Miragaia, por volta do ano de 1485, sendo filho do escrivão da Fazenda Real, Gonçalo Coelho. Casaria com Dona Brites de Albuquerque, irmã do administrador Jerónimo de Albuquerque.
Duarte Coelho dedicar-se-ia, desde 1509, à conquistas de terras para o Reino de Portugal, essencialmente em África e na Ásia, exercendo entre os anos de 1516 e 1517 a função de embaixador português junto à corte do rei do Sião, atual Tailândia.
Coelho realizaria ainda várias viagens no mar da China com o intuito de carregar especiarias e seria encarregue de fiscalizar as fortificações portuguesas ao longo da costa africana.
No ano 1523, Duarte Coelho comandaria a frota que percorria o Oceano Atlântico com a missão de impedir os franceses de invadir o litoral brasileiro, onde fundavam feitorias em território português.
No ano de 1534, com o objetivo de melhor povoar e administrar o Brasil, o Rei D. João III divide o território em capitanias hereditárias, sendo Duarte Coelho agraciado com a Capitania de Pernambuco, que abrangia os atuais estados de Pernambuco, Alagoas, Sergipe e parte da Bahia.
Duarte Coelho chegaria ao território a 9 de março de 1535, trazendo consigo família e um conjunto considerável de elementos para ajudar a povoar a Capitania, tendo desembarcado no norte da mesma, instalando-se originalmente nas margens do rio Santa Cruz.
Duarte Coelho subiria o rio e, a 27 de setembro de 1535, fundaria a vila de “Santos Cosme e Damião”, o primeiro núcleo de povoamento português no Brasil. Coelho seguiria para sul, fundando a cidade de Olinda, que durante quase três séculos seria capital de Pernambuco.
Ao longo dos anos seguintes, Duarte Coelho focar-se-ia no enriquecimento da sua Capitania, conseguindo créditos da Coroa para lá instalar engenhos que permitissem a plantação de cana-de-açúcar, sendo que o primeiro, o de Nossa Senhora da Ajuda, seria implantado na várzea do rio Beberibe.
Em 1550 a Capitania já possuía cinco engenhos semelhantes, sinal claro da prosperidade alcançada sob a liderança de Duarte Coelho.
Duarte Coelho regressaria a Portugal em 1541, com o intuito de trazer financiamento para os seus empreendimentos e em 1553, para levar os seus filhos Duarte e Jorge a estudar na metrópole, ficando nestas alturas o governo da Capitania sob a tutela da sua esposa Dona Brites, com a ajuda do irmão Jerónimo de Albuquerque.
Duarte Coelho faleceria em Portugal, no dia 7 de agosto de 1554. A administração da Capitania que ajudou a prosperar permaneceria sob o comando de Dona Brites e de Jerónimo de Albuquerque, até que os filhos de Duarte Coelho atingissem a maioridade.
Miguel Louro
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